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O frio não vence para que Putin não ganhe

O frio não vence para que Putin não ganhe
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A oposição russa desafia o tempo em todos os sentidos: primeiro, contra o frio glacial que não impediu a concentração de milhares de manifestantes em Moscovo; segundo, porque se trata de uma corrida contra o relógio para impedir um terceiro mandato de Vladimir Putin.

As eleições presidenciais são já no próximo dia 4 de Março e tudo aponta para que o atual primeiro-ministro se torne, mais uma vez, no presidente da Rússia.

Um dos participantes no protesto afirmou-se “revoltado pelo que se está passar no país” e que “os jovens não podem ficar em casa, porque “a Rússia tem de respirar.”

Outro manifestante realçou o sentimento generalizado de “injustiça política e económica, porque não há uma economia propriamente dita, cerca de 80 por cento do que existe não é competitivo a nível mundial.”

Um terceiro contestatário relembrou as exigências das manifestações anteriores: “eleições transparentes, reformas políticas, o regresso da democracia e da liberdade, e a penalização dos responsáveis pelas fraudes eleitorais.”

Os líderes dos movimentos da oposição, como Garry Kasparov, Grigori Iavlinski e Boris Nemtsov, marcaram presença, salientando que não vão deixar esmorecer os ânimos contra a rotatividade no poder que Putin instalou.

O jornalista da euronews, Aleksandr Shashkov, relata que de acordo com os organizadores, estes ajuntamentos reproduziram-se em mais de cem cidades russas.

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