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Plano de austeridade grego provoca baixas no governo

Plano de austeridade grego provoca baixas no governo
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O novo plano de austeridade que a Troika quer ver aplicado na Grécia, e que este domingo deve de ser votado pelo parlamento grego, é contestado em várias frentes.
 
Geoge Karatzaferis, líder do partido de extrema-direita, Laos, da coligação governamental, retirou o seu apoio ao programa de austeridade exigido pelos credores da Grécia, a União Europeia e o FMI, para concederem um novo empréstimo ao país, de 130 mil milhões de euros, que os gregos necessitam para evitar a banca rota.
 
Os  quatro elementos do Laos, que participavam no governo de transição, demitiram-se, sexta-feira, o que fez aumentar os rumores sobre uma possivel revisão ministerial.
 
No primeiro dia de uma greve geral de 48 horas, os gregos sairam à rua para se manifestar contra o novo plano de austeridade que, entre outras medidas, pode vir a cortar 22% do salário mínimo.
 
O descontentamento está instalado nas ruas de Atenas. Segundo este popular,
“Um trabalhador não vai conseguir viver com os salários mandatados pelas novas medidas. Um grande número vai para o desemprego. E tal como disse, um trabalhador não vai conseguir viver.”
 
“Condições dificeis impostas pelo exterior, teatralismo político em casa” são os títulos do jornais gregos que assim resumem a situação do país 
 
Para esta senhora, “O acordo é inaceitável. Antes de mais porque não nos dá esperança. Se houvesse um plano que assegurasse algo melhor para nós depois de algum tempo e não um prolongar da dívida, estaríamos mais satisfeitos, apesar das privações.”
 
 A par da saida do Laos, também
os vice-ministros, socialistas, responsáveis
 pelos Negócios Estrangeiros e pelo Trabalho grego, apresentaram a demissão. Fragilizando, ainda mais, a coligação do primeiro ministro Lucas Papademaos, formado por conservadores e socialistas.