A Euronews deixou de estar acessível no Internet Explorer. Este navegador já não é suportado pela Microsoft, e os mais recentes recursos técnicos do nosso site não podem mais funcionar corretamente. Aconselhamos a utilização de outro navegador, como o Edge, o Google Chrome ou o Mozilla Firefox.
Última hora

"Irão não deseja retomar as conversações", diz analista Reza Taqizadeh

"Irão não deseja retomar as conversações", diz analista Reza Taqizadeh
Euronews logo
Tamanho do texto Aa Aa

No que respeita a apontar um provável autor para o atentado terrorista na Tailândia, no início da semana, o Irão aparece no topo da lista. Algo que já tinha sucedido com ataques similares na Índia e na Geórgia.
 
O regime de Teerão negou estas acusações e não dá sinais de ceder à pressão interanacional que critica o programa nuclear em curso. O presidente Ahmadinejad mostrou mesmo, esta semana, alguns dos progressos alcançados e anunciou também que respondeu a uma carta enviada por Catherine Ashton, Alta Representante da UE para as Relações Externas.
 
O porta-voz da chefe da diplomacia europeia diz que a UE manterá a estratégia delineada: “Está fora de questão a ideia de aliviarmos as sanções antes de um regresso ao diálogo. Temos uma dupla abordagem para a situação e vamos manter as sanções contra o Irão”, explicou Michael Mann.
 
A correspondente da euronews, Fariba Mavaddat, entrevistou o analista político Reza Taqizadeh que considera que a carta – vaga e com atraso de 4 meses - “mostra que o Irão não deseja retomar as conversações com base na discussão sobre quem deve fornecer urânio enriquecido. Penso que quer ser visto numa posição de poder face à comunidade internacional e à Agência Internacional de Energia Atómica”.
 
Sobre a possibilidade da escalada do conflito diplomático até confrontação militar, o analista diz que a concentração de forças no Golfo Pérsico é perigosa.
 
“Vemos que as sanções contra o banco central do Irão e o embargo petrolífero coincidiram com uma maior presença militar no Golfo Pérsico, sobretudo dos Estados Unidos. Por outro lado, parece que os Estados Unidos querem evitar que o Irão seja atacado por terceiros, nomeadamente Israel. Os Estados Unidos e a Europa não desejam realmente uma guerra com o Irão”, afirmou.