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Carne-proveta da Holanda elogiada por ecologistas

Carne-proveta da Holanda elogiada por ecologistas
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É dos alimentos mais disseminados do mundo. Criticado por muitos, reverenciado por outros, o massificado hamburguer é, talvez, a forma mais usual de consumo de carne de vaca.

E se não fosse? Ou seja, e se o hamburguer não viesse de um animal, mas sim de um laboratório? Em Maastricht, na Holanda, um grupo de investigadores desenvolveu um pequeno pedaço de carne a partir de células estaminais bovinas. O resultado é uma reduzida tira esbranquiçada, sobretudo tecido muscular, com um ar pouco sedutor, em termos gastronómicos.

Numa conferência em Vancouver, um dos investigadores holandeses, prometeu uma evolução rápida. Mark Post revelou que “são ainda pedaços demasiado pequenos para cozinhar. Agora estamos a tentar produzir uma amostra do tamanho de uma bola de golfe.”

Outro cientista, Patrick Brown, da Universidade de Stanford, propôs carne feita a partir de plantas: “temos uma gama de produtos inovadores. Ninguém os consegue distinguir dos produtos de origem animal.”

Apesar das variações, nesta corrida à alimentação alternativa, há um ponto de partida comum: afastar as necessidades alimentares do Homem dos animais.

Há 4 anos, a PETA, organização de defesa dos direitos dos animais, anunciou a criação de um prémio, no valor de um milhão de dólares, para os inventores de formas sustentáveis de produção de carne. Alistair Currie, da PETA, afirma que “em 2008, um cenário idêntico era ficção científica. Mas em 2012, já parece viável provar carne vinda de um tubo de ensaio, em vez de uma quinta.”

Mas os animais estão ainda muito longe de ficar a salvo. O mediático hamburguer holandês, que os cientistas garantem apresentar até ao final do ano, tem um custo estimado em 250 mil euros.