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BCE emprestou 530 mil milhões de euros aos bancos

BCE emprestou 530 mil milhões de euros aos bancos
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O Banco Central Europeu (BCE) abriu os cofres e injetou mais 530 mil milhões de euros no sistema financeiro. O objetivo é alimentar a concessão de crédito às famílias e empresários, para fomentar o crescimento da economia.

O valor superou todas as expectativas e o montante da primeira oferta, a 21 de dezembro último.

Na altura, o BCE emprestou 489 mil milhões de euros a 523 bancos. Desta vez recorreram ao BCE 800 bancos para um valor total de 529,5 mil milhões. Os empréstimos, a três anos, tem a taxa de um por cento.

Mas Mervyn King, governador do Banco de Inglaterra, não acredita que o dinheiro chegue realmente à economia: “É um mito a ideia de que as operações de financiamento a longo prazo estejam a facilitar a injeção financeira nos pequenos negócios na zona euro. Esta operação esta é a alimentar os fundos dos bancos, sobretudo dos países do sul da zona euro, que enfrentam uma corrida aos levantamentos, que são incapazes de financiar a retirada de fundos que está a ocorrer. Houve uma corrida aos bancos na segunda metade do ano passado e o dinheiro está a fluir para os bancos na parte norte da Europa”.

A agência de rating Fitch vai mesmo mais longe nas críticas à operação do Banco Central Europeu. Garante que está apenas a atrasar “a morte” dos bancos mais fracos da zona euro.

Já a maioria dos analistas vê este tipo de empréstimos como uma forma de ganhar tempo até que os europeus resolvam a crise.

A oposição surge mesmo no seio do BCE. Há membros da instituição que esperam que esta seja a última injeção de liquidez, pois a crise não pode ser resolvida desta maneira.