Última hora
This content is not available in your region

Taxa de carbono da UE provoca crise no setor aeronáutico europeu

Taxa de carbono da UE provoca crise no setor aeronáutico europeu
Tamanho do texto Aa Aa

A Rússia foi, a seguir à China, o segundo país a anunciar o boicote à taxa de carbono da União Europeia. A revolta assume proporções preocupantes e faz tremer a indústria aeronáutica do velho continente, que começa também ela a questionar a taxa em vigor desde o dia 01 de janeiro.

No domingo, seis companhias aéreas europeias e os produtores de equipamentos francês, Safran, e alemão, MTU, enviaram uma carta aos primeiros-ministros francês, britânico, alemão e espanhol, dirigentes de seis países fundadores da Airbus.

Os signatários alertam para as consequências económicas deste imposto que dizem ameaçar o setor de atividade. De acordo com Tom Enders, patrão da Airbus, há atualmente mil postos de trabalho em risco na construtora europeia e mais mil na cadeira de abastecimento.

Na quinta-feira, o patrão da EADS, holding da Airbus, Louis Gallois, anunciou que Pequim rejeitou as encomendas feitas por companhias chinesas para a compra de 45 aviões do gigante europeu, entre os quais 10 A380. Isto corresponde a perdas de nove mil milhões de euros, por culpa indireta da taxa de carbono imposta por Bruxelas.

Todas as companhias aéreas que operam na Europa devem comprar o equivalente a 15% das suas emissões de dióxido de carbono. De acordo com a Comissão Europeia, isto representa entre dois e 12 euros por passageiro.

A China proibiu às suas companhias aéreas o pagamento desta taxa, que tem como objetivo lutar contra as alterações climáticas. Estima-se que o tráfego aéreo seja responsável por 3% dos gases com efeito de estufa.

Na sexta-feira, os ministros do Ambiente da União Europeia reiteraram o apoio à taxa de carbono e à comissária para as Alterações Climáticas, Connie Hedegaard, que advertiu que a União Europeia adotará sanções contra quem não respeitar a medida.