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Síria: regime e oposição apoiam plano de paz por razões totalmente diferentes

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Síria: regime e oposição apoiam plano de paz por razões totalmente diferentes

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Depois de Moscovo, o enviado da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, deslocou-se esta terça-feira a Pequim para obter o apoio do país a um plano de paz na Síria.

Uma visita que ocorre num momento em que Damasco afirma aceitar as seis propostas que não incluem a demissão de Bashar Al-Assad.

Um anúncio acolhido com algumas reservas pela diplomacia norte-americana.

Para Kofi Annan é essencial que o plano seja implementado o mais rapidamente possível.

As propostas incluem o fim da ofensiva do exército sírio, o envio de ajuda humanitária e a abertura de um diálogo com a oposição.

Dois movimentos de opositores declararam-se favoráveis ao plano de paz mas apenas se este incluir a saída de cena de Assad.

As movimentações diplomáticas ocorrem num momento em que o exército sírio é acusado de ter entrado em território libanês para perseguir combatentes, depois de multiplicar nos últimos dias os ataques junto à fronteira com a Turquia.

Num aparente gesto de apaziguamento o parlamento sírio pediu ontem a Al Assad para que adie as legislativas de 7 de Maio para dar início a discussões com a oposição.

Segundo um novo balanço da ONU o conflito que dura há um ano já provocou mais de 9 mil mortos. Cerca de 31 mil sírios procuraram refúgio no Líbano e Turquia.