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Dnipropetrovsk em pânico depois de quatro explosões

Dnipropetrovsk em pânico depois de quatro explosões
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Na cidade ucraniana de Dnipropetrovsk, a população vive agora momentos de pânico, depois da série de explosões que provocou 27 feridos, entre os quais nove crianças.

Ao todo, houve quatro explosões, a pouco tempo de intervalo. A primeira explosão aconteceu, às 11 e 50 locais, junto à paragem de elétrico “Teatro da Ópera”, em pleno centro urbano, quando chegava uma composição cheia de passageiros. A polícia informou que essa explosão se deveu a uma bomba colocada num pequeno contentor de lixo, junto à paragem.

Nas redes sociais, fala-se de 10 explosões e de eventuais vítimas mortais.

A polícia encerrou o metro e as pessoas que se encontrem dentro de edifícios administrativos estão a ser retidas nos locais, enquanto os agentes efetuam buscam nas ruas.

As autoridades enviaram tanques para o centro da cidade e continuam a procurar mais bombas nos caixotes de lixo. Segundo os media locais, um outra bomba terá sido descoberta e desativada. Bombas que, segundo os especialistas, serão de fabrico artesanal.

Segundo a polícia, os primeiros suspeitos terão sido detetados. Esta é uma informação que, no entanto, ainda não foi confirmada oficialmente.

O balanço das 27 vítimas, esse, foi confirmado pelo ministro do Interior da Ucrânia, que abandonou uma reunião do Governo, para viajar com urgência para Dnipropetovsk.

A Procuradoria-Geral já anunciou a abertura de uma investigação ao que classificou como um ato de terrorismo.

As ligações telefónicas caíram e as pessoas não podem contactar familiares e amigos, o que aumenta o sentimento de pânico, entre a população.

Os atentados que ocorreram na cidade natal da líder da oposição detida, Iulia Timochenko, ainda não foram reivindicados.

Os ataques à bomba têm sido raros na antiga república soviética.

A tensão política é elevada por causa da detenção de Tymoshenko, condenada a sete anos por abuso de poder, o que a ex-primeira-ministra nega.

O presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, diz que a série de atentados é um desafio para o país e já prometeu uma resposta adequada a estes ataques, que acontecem seis semanas antes do arranque do Campeonato Europeu de Futebol, organizado em conjunto com a Polónia.

A oposição teme que as autoridades usem os atentados para declarar o estado de emergência e banir as concentrações de pessoas e as manifestações. Um protesto contra a repressão política decorre, neste momento, em Kiev.