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Grécia num impasse

Grécia num impasse
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Três dias. Alexis Tsipras tem três dias para formar um governo, na Grécia. O presidente Karolos Populias incumbiu o jovem líder do Syriza de reunir uma coligação governamental, depois de o primeiro partido mais votado, a Nova Democracia, ter recusado formar governo.

O Syriza, partido de extrema-esquerda, foi a segunda força mais votada nas eleições de domingo. Com um programa antimedidas de austeridade, o Syriza recusa coligar-se com os partidos tradicionais, que defendem o plano da troika.

E o povo, nas urnas e na rua, dá-lhe razão. “Gostaria que houvesse um movimento anti-austeridade, para enviar à Europa a mensagem de que é preciso mudar as políticas, da austeridade para o desenvolvimento”, diz um homem. Outro acrescenta: “Não quero uma coligação governamental. Quero um governo que reflita a vontade do povo. Os gregos responderam: não querem o que se está a passar.”

Mas o jovem político – com apenas 38 anos – terá dificuldade em formar uma maioria de 151 deputados antimedidas de austeridade. O que deixa prever que os gregos vão de novo às urnas, já no próximo mês.

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