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Orquestra digital

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Já alguma vez imaginou conduzir uma orquestra com 132 elementos?

Agora pode ter essa experiência no Museu de Ciências de Londres, com a nova instalação digital: “Universe of Sound: The Planets”.

A instalação serve-se do sistema “Kinect”, da Microsoft, com sensores de movimentos, e de ecrãs táteis.

Quando se levanta a mão esquerda a orquestra começa a tocar mais alto, se acelerarmos os movimentos da mão direita, a orquestra aumenta o ritmo.

Quando se comete um erro, a orquestra pára e o público, digital, começa a tossir, de modo educado.

A exposição está dividida por várias salas…

O diretor do museu, David Whelton, que se
“começa com os primeiros e com os segundos violinos. De seguida, passamos para a secção de sopro, depois para as cordas, violoncelos e contrabaixos. Então passamos para os metais, terminando nos instrumentos de percussão. Esta é uma sala muito divertida pois podemos, mesmo, tocar sob a orientação do nosso percussionista principal, seguindo a partitura que os profissionais estão a seguir.”

Kevin Hathway é o percussionista principal da Filarmónica e ensina a algumas crianças, as bases da percussão.

O objetivo dos organizadores é elevar a experiência de uma orquestra comum ao nível da tecnologia de ponta, através dos ecrãs táteis e da interação dos movimentos com o estilo de projeção utilizado nos planetários.

“Para uma criança, que passa, é maravilhoso ver profissionalismo no ecrã, ver profissionais a tocarem instrumentos. Tudo parece real. Há uns anos, quando íamos a uma escola, abriamos um armário e os instrumentos quase que caíam,” lembra Kevin Hathway.

Foram utilizadas trinta e sete câmaras de filmar para captar uma orquestra, em funcionamento. Podemos ver, com maior pormenor, qualquer secção ou mesmo um único músico. Podemos ainda isolar um som de toda a melodia.

“Universe of Sound: The Planets”, no Museu de Ciências de Londres, até 8 de julho.

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