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Tensão no Egito antes da segunda volta das presidenciais

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Tensão no Egito antes da segunda volta das presidenciais

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Na véspera da segunda volta das eleições presidenciais, milhares de egípcios saíram à rua, em Alexandria.

Manifestam-se contra as decisões do Tribunal Constitucional, de manter a candidatura do ex-primeiro ministro de Hosni Mubarak e de dissolver o parlamento.

Muitos dizem tratar-se de uma manobra orquestrada pela Junta Militar para perpetuar o antigo regime. “A atual junta militar não reflete as aspirações do povo egípcio. As pessoas deviam sair e manifestar-se no sábado e no domingo e dizer a última palavra. Espero que Mohamed Morsi ganhe as eleições. Mesmo havendo quem não goste dele, é o único que pode provocar uma nova revolução capaz de derrubar a junta militar”, defende um manifestante.

Mohamed Morsi é o candidato da Irmandade Muçulmana. Foi o mais votado na primeira volta das eleições, em maio, seguido pelo antigo primeiro-ministro de Hosni Mubarak, Ahmed Shafiq.

Juntos, os dois homens não alcançaram os 50% dos votos, o que leva uma maioria silenciosa dos eleitores a recusar escolher entre um islamita e um representante do antigo regime e a optar pelo boicote à segunda volta.

Alguns egípcios receiam mesmo o pior, como uma mulher que diz: “Penso que haverá como uma grande guerra no país. É apenas o que penso, mas muitas pessoas pensam o mesmo.”

Na primeira volta, menos de metade dos 50 milhões de eleitores foram às urnas. Desta vez, para incitar à participaçõas, as autoridades egípcias declararam o fim-de-semana feriado e requisitaram 150 mil militares para garantir a segurança das 13 mil assembleias de voto.