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França mede forças com Alemanha na cimeira da UE

França mede forças com Alemanha na cimeira da UE
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Nas últimas quinta-feira e sexta-feira de Junho, a Europa vai realizar uma cimeira que dificilmente se pode classificar mais uma vez de crucial. Mas o certo é que o líder da França é um dos mais ansiosamente aguardados.

O novo presidente socialista François Hollande quer apresentar um plano destinado a colocar a Europa de volta ao caminho do crescimento. Alguns até esperam que seja o salvador do euro.

Ao tentar impôr as suas soluções para a crise, a França espera também afastar o risco de contágio, já que com um défice de 5,2% está longe de ser o melhor aluno na zona euro.

Mas terá de partilhar esse palco e ideias com a intransigente chanceler alemã Angela Merkel.

Um ângula da cimeira analisado em maior profundidade numa entrevista a Daniel Gros, diretor do Centro de Estudos de Política Europeia, em Bruxelas.

França prepara-se para a Cimeira Europeia
 
A França  um belo país, geograficamente bem situado, ponto de encontro dos principais fluxos da Europa Ocidental, está rodeado pelas grandes potências da UE.
 
Equipada com infraestruturas de qualidade, é uma nação moderna, eficaz, atraente e com mão de obra qualificada. Mas também tem calcanhares de  Aquiles.
 
O primeiro é a falta de competitividade. O atrativo económico caiu e situa-se atrás do Reino Unido e da Alemanha.
 
Quanto às exportações, é o país da zona euro que perdeu mais fatias de mercado, em dez anos.
 
A primeira constatação é que a despesa pública é o mais elevado de Europa: 54,3% do PIB no período 2005-2010. 
A dívida pública rondou 85,8% do PIB em 2011, um mau recorde. 
  
Há uma década, o endividamento converteu-se num modo de financiamento. Na realidade, a dívida é tripla, e reparte-se entre o Estado, as colectividades locais e as administrações públicas, como a segurança social, em que buraco pode atingir os 14 mil milhões de euros este ano.
 
A desindustrialização foi especialmente rápida em França. Desde 2008, perderam-se 280 mil empregos, ou seja, cerca do 9,5% dos ativos.
 
 
A contribuição da indústria para o PIB retrocedeu um terço; uma evolução sem precedentes que afeta o conjunto da economia. 
 
Os custos salariais são demasiado elevados…em cerca de dez anos aumentaram 19%…
 
Uma percentagem idêntica à de certos países da zona euro com problemas, como Itália, Portugal e Espanha.
 
 
Quanto aos pontos positivos destaca-se a demografía, uma das mais dinâmicas de Europa.
A população francesa aumentou 7,5% em 10 anos.
  
 
As francesas têm uma média de 2,01 filhos, bem mais do que as vizinhas alemãs. Mas a expansão da população é um ponto forte desde que a economia se adapte.
   
 
Outro ponto positivo é a produtividade horária, bastante elevada. A França é a terceira no ranking europeu, a seguir à Itália e à Irlanda e muito à frente da Alemanha.
 
 
O objetivo de França é restabelecer o equilíbrio das finanças públicas e tomar medidas para reforçar a competitividade. Algo que passa necessariamente por uma reforma do mercado de trabalho.