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Primeiro piloto sírio deserta num dia que soma mais 119 mortos

Primeiro piloto sírio deserta num dia que soma mais 119 mortos
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Qusair é hoje uma cidade fantasma. A menos de cinco quilómetros do bastião rebelde de Homs, esta cidade síria foi completamente devastada pelos violentos confrontos entre os rebeldes e o exército. Os habitantes que sobreviveram, fugiram, na sua maioria.

Outros, vivem escondidos nos escombros, com medo das tropas de Bashar Al-Assad, que continuam a espiral de violência.

Só esta quinta-feira, 119 pessoas – na maioria, civis – perderam a vida, um pouco por todo o país. E nem a Cruz Vermelha nem o Crescente Vermelho conseguem ajudar. “Há centenas de pessoas retidas, por exemplo, na zona antiga de Homs. Ou noutras partes. Isto, tanto quando sabemos”, explica Rabat Al-Rifai, porta-voz da Cruz Vermelha/Crescente Vermelho, que acrescenta: “E a maioria destas centenas de pessoas precisa de ser deslocada para lugares seguros. Mas não podem, por causa dos combates!”

Quem foi para lugar seguro foi o piloto do exército sírio que, na manhã de quinta-feira, desertou num MIG-21 para a vizinha Jordânia, onde pediu e recebeu asilo político. O coronel Hassan Merhi al-Hamadé foi o primeiro oficial da força aérea síria a desertar. Junta-se assim aos milhares de soldados que viraram as costas ao regime de Bashar Al-Assad.

Damasco está agora a negociar com Amam a restituição do avião de caça.