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Cimeira da UE discute "três pilares" para fortalecer euro

Cimeira da UE discute "três pilares" para fortalecer euro
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Sempre que um sitema bancário fica à beira do colapso, o dinheiro dos contribuintes é o “extintor” para evitar que a crise alastre. A União Europeia quer alterar este quadro apostando em maior coordenação financeira e económica.

União bancária

Uma união bancária é um dos pilares do pacote de medidas que os chefes de Estado e de Governo gostariam de ver criada dentro de um ano. Na cimeira deste final de Junho discutem-se novos mecanismos de recapitalização dos bancos que evitem nacionalizações e o endividamento do Estado.

Integração orçamental

Mas uma maior coordenação financeira e económica da União poderá exigir também que Bruxelas tenha mais poderes ao nível da integração orçamental.

Ou seja, que cada estado-membro ceda soberania na elaboração das contas públicas. O tratado do pacto orçamental já assinado poderá não ser suficiente e exigir mais legislação.

Mutualização da dívida soberana

Apesar de os líderes europeus ainda estarem muito longe de chegar a acordo sobre as euro-obrigações, a mutualização da dívida soberana tornou-se um tema obrigatório.

Ainda não foi definido o modelo, mas avançam-se hipóteses como um fundo de rendenção comum, com depósitos feitos pelos bancos. O fundo permanente de resgate também poderá socorrer os bancos de uma forma mais directa.

Temas que a cimeira de Verão vai discutir, mas as decisões políticas só deverão ser tomadas no Outono ou mesmo no Inverno.

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