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ONU quer regulamentar o comércio de armas convencionais

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ONU quer regulamentar o comércio de armas convencionais

ONU quer regulamentar o comércio de armas convencionais
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O Tratado de Armas Convencionais, TAC, vai regulamentar este comércio..
As negociações foram lançadas pela ONU que pretende responsabilizar os próprios Estados pelo controlo através de critérios específicos e registo das transações.

O objetivo é proteger as populações civis de um comércio que alimenta conflitos e gera lucros gigantescos.

O mercado global de armas é enorme: 70 mil milhares de dólares de volume de negócios por ano.

A Síria, o Sudão e a região dos Grandes Lagos em África são os pontos quentes do comércio que escapa a todo o controlo, como denunciam os ativistas da Amnistia Internacional:

“A cada 60 segundos morre uma pessoa pela força das armas, da violência armada. São cerca de 500 mil pessoas que morrem por ano.”

Exigem que as armas sejam submetidas às regras do comércio internacional, aplicadas a todos os produtos, desde as frutas aos ossos de dinossauros.

Suzanne Nosse, da Amnistia International:

“- Descobrimos, atónitos, que as bananas são reguladas com mais severidade do que as armas de pequeno porte. Há mais regras para habilitar a comercializar bananas de um país para outro do que para comercializar armas, AK-47 ou helicópteros militares.”

Mas para conseguir elaborar um Tratado é necessária a aprovação de todos os países da ONU, o que quer dizer que qualquer um pode impôr o veto… e como os principais atores deste comércio não vão querer abdicar da liberdade num comércio que mata, a tarefa afigura-se difícil.

Os cinco principais exportadores são os Estados Unidos (40% do mercado) e a Rússia, seguidos pela Alemanha, a França e o Reino Unido.

Os importadores também são imponentes: a Índia, à frente e a China, que compram à Rússia, depois a Coreia do Sul e o Paquistão que compram aos Estados Unidos.

A Rússia, que vendeu por 13,2 mil milhões de dólares equipamento militar em 2011, deseja critérios mais restritivos. Os Estados Unidos querem excluir do Tratado as munições e a China as armas ligeiras. A Índia, o Paquistão, o Japão e a Arábia Saudita fazem valer o direito de um país equipar as forças de segurança.