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China volta a "castigar" dissidente Ai Weiwei

China volta a "castigar" dissidente Ai Weiwei
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A justiça chinesa confirmou hoje a condenação do artista e dissidente Ai Weiwei, por evasão fiscal.

Numa audiência à porta fechada, à qual Ai foi impedido de assistir, os juízes rejeitaram o recurso apresentado pelo artista confirmando a multa 1,9 milhões de euros.

Um novo castigo do regime depois de Ai ter estado detido durante 81 dias no ano passado.

“Creio que nos últimos anos um dos maiores esforços realizados pela China foi o de tentar manter a estabilidade eliminando qualquer pessoa que ouse falar abertamente. Qualquer pessoa que queira dar a sua opinião sobre o que se está realmente a passar neste país, já está a cometer um crime”.

Ai já afirmou que não pretende pagar a multa, uma vez que foi obrigado a saldar uma parte do montante para apresentar recurso da decisão.

Nem os jornalistas, nem o artista foram autorizados a assistir à audiência do julgamento.

A decisão da justiça ocorre num momento em que as autoridades aumentam a pressão sobre os dissidentes, a meses de uma transição geracional no poder, quando o vice presidente Xi Jinping substituir o atual presidente Hu Jintao.

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