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Síria admite ter armas químicas que usará em caso de ataque externo

Síria admite ter armas químicas que usará em caso de ataque externo
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O Ocidente começa a ter razões para recear que o governo de Al Bashar tenha mesmo um arsenal químico, que Damasco ameaçou utilizar se a Síria for atacada por estrangeiros.

As palavras do porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros:

“- Todas essas armas estão armazenadas e vigiadas pelo nosso exército. As armas só serão utilizadas em caso de agressão estrangeira contra a República Árabe Síria.”

A Síria aparentemente tem capacidade para desenvolver e produzir três tipos de armas químicas: gás mostarda, sarin e o poderoso agente nervoso VX. Os volumes de cada um deles são desconhecidos, mas, segundo a Nuclear Threat Initiative (NIT), o país tem o maior arsenal químico do Médio Oriente e capacidade de produzir centenas de toneladas por ano.

Se essas armas químicas forem lançadas em mísseis pela Síria, cinco países estão ao alcance de Damasco: Turquia, Iraque, Jordânia, Líbano e Israel.

As armas estarão a ser produzidas em Damasco, Homs, Al Safir e Palmyra.

A Síria dispõe, entre outras ferramentas, de milhares de bombas aéreas com sarin, entre 50 a 100 ogivas para mísseis balísticos, mísseis norte-coreanos com alcance de 600 km, mísseis SS-21 de alcance de 80 a 100 km, aviões Su-24, de longo alcance, e MiG 23BM Flogger F, para bombardeamentos aéreos.

Israel é o Estado vizinho que sente mais ameaçado, até porque a tensão vem de longe.
A Síria recusou-se assinar a Convenção sobre Armas Químicas com o argumento de que é Israel que ameaça a segurança do país.

Avigdor Liberman, chefe da diplomacia israelita ameaça: “se os sírios passarem armas químicas e biológicas ao Hezbollah, para nós, será um casus belli”.

Em 2007, os aviões israelitas foram diretamente à Síria destruir uma base militar onde, alegadamente, os sírios trabalhavam na produção de armas atómicas.

Os esforços diplomáticos de Hillary Clinton e Vladimir Putin, em Israel e todo o Médio Oriente, visam esclarecer a situação e apaziguar os ânimos bélicos.

A dinâmica que levou à queda de Hussein, no Iraque, não pode repetir-se: todos sabiam que ele tinha usado armas químicas no passado, mas que não as possuia quando os Media de todo o mundo materializavam o fantasma dessa ameaça.