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Estado líbio luta pela desintegração das milícias armadas

Estado líbio luta pela desintegração das milícias armadas
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A Líbia promete dissolver as milícias em situação ilegal, mas num país em que o acesso às armas ficou facilitado com a guerra, a tarefa é árdua.

As autoridades decidiram criar um centro de operações em Bengasi, que reúne o exército, as forças do ministério do Interior e as brigadas de antigos rebeldes que dependem do ministério da Defesa.

Duas semanas depois do ataque que custou a vida ao embaixador norte-americano, em Bengasi, o Estado tenta recuperar o controlo da situação e assumir a autoridade.

O assalto à embaixada mostrou o pior dos grupos islamistas radicais e a incapacidade do novo poder de garantir a segurança.

Milhares de líbios manifestaram-se pacificamente contra as milícias, no fim de semana, mas centenas de outros saquearam e incendiaram a sede da milícia Ansar al-Sharia, em Benghasi, que os Estados Unidos suspeitam ser responsável pelo ataque ao consulado. Em confrontos com uma outra milícia, Raf Allah al-Sahati, morreram 11 pessoas e dezenas ficaram feridas.

Depois da queda do regime de Muammar Kadhafi, centenas de antigos rebeldes ocuparam as instalações estratégicas militares e civis do Estado, bem como as propriedades dos apoiantes e dirigentes do antigo regime.

O exército deu um ultimato às milícias e grupos armados para abandonarem os edifícios e propriedades dos membros do antigo regime em Trípoli e arredores. Prometeu urtlizar a força em caso de desobediência.

A natureza das forças armadas islamistas da Líbia pós-revolucionária não é de modo algum evidente. O jihadismo salafista não é uma organização, mas uma tendência ideológica baseada na crença central de que as táticas armadas de qualquer tipo constituem o método mais eficaz para promover a mudança social e política.

No ano passado, os seguidores representaram um papel importante na queda de Muammar Kadhafi. A seguir, muitos amadureceram politicamente, reviram a visão do mundo e deslocaram-se do ativismo armado para a militância pacífica, em partidos políticos para concorrerem às eleições.

Mas vários grupos armados, como o Ansar al-Shariah e as Brigadas do detido xeque Omar Abd al-Rahman, ainda rejeitam a transição para partidos políticos e a integração em instituições estatais. Estas organizações são numerosas, mas pequenas. Algumas não foram convidadas – ou não receberam incentivo suficiente – para aderir a grupos oficiais.