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Crise domina abertura do Salão Automóvel de Paris

Crise domina abertura do Salão Automóvel de Paris
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A crise do setor automóvel na Europa domina a abertura do salão de Paris. Os construtores apresentam na capital francesa cem novos modelos para tentar deslumbrar o público, mas não é o brilho dos veículos que ofusca o mercado, mas as medidas de austeridade que se multiplicam. Os carros elétricos tornaram-se menos atrativos e as atenções centram-se agora nos veículos low-cost.

Paul Ingrassia, diretor-adjunto da Reuters, garante: “a indústria está muito mal. Normalmente, nos salões automóveis os carros centram as atenções, mas este ano é a economia. Há um excesso de produção no segmento médio. Empresas como Renault, Opel e, sobretudo, Peugeot-Citroën e Fiat têm muitos carros e poucos clientes, devido à recessão económica que atinge a Europa”.

Os números são incontestáveis. Entre janeiro e agosto deste ano, as vendas na Europa caíram 7,1%. No caso da Fiat, as vendas afundaram mais de 17%. As da Renault regrediram mais de 16% e a Peugeot-Citroën vendeu menos 13,5%.

E nem as marcas topo de gama escapam. A desaceleração da economia chinesa levou, por exemplo, a Daimler a lançar um alerta para a queda dos lucros da Mercedes-Benz, e a Volkswagen reconhece que as condições do mercado são muito mais difíceis.