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"Taxa Tobin" avança com 11 países da UE

"Taxa Tobin" avança com 11 países da UE
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Apesar da forte resistência de países como o Reino Unido e a Suécia; um novo imposto sobre transações financeiras – conhecido por Taxa Tobin – vai poder avançar em parte da União Europeia (UE), foi divulgado, esta terça-feira, após a reunião dos ministros das Finanças, no Luxemburgo.

São precisos pelo menos 9 países para fazer avançar uma cooperação europeia reforçada e, no caso da taxa Tobin, estão reunidos 11, incluindo Portugal.

Espanha, Itália, Eslováquia e Estónia juntaram-se, esta terça-feira, a Portugal, França, Alemanha, Bélgica, Eslovénia, Áustria, Grécia.

A partir de agora serão discutidas propostas concretas sobre como implementar a taxa e que destino dar ao dinheiro.

“Chegou o momento de avançar rapidamente. Vou fazer o possível para apresentar um primeiro projeto na reunião do Ecofin, em Novembro, a fim de obtermos um rápido progresso nesta matéria”, disse Algirdas Šemeta, o comissário europeu para os Impostos, União Aduaneira, Auditoria e Anti-Fraude.

Se aplicado em toda a UE, o imposto permitiria arrecadar mais de 50 mil milhões de euros, por ano, de acordo com a Comissão Europeia. Mas os países mais críticos dizem que vai levar à fuga de capitais da Europa para outros continentes.

O enviado da euronews ao Luxemburgo, Enrico Bonna, realça que “ainda não está claro como as receitas deste imposto serão aplicadas. A Comissão Europeia propôs que parte seja usada para para financiar o orçamento da União. Mas cabe aos estados-membros decidirem de acordo com as suas prioridades.”

A introdução desta taxa foi proposta pela França e pela Alemanha com o argumento de que o sistema financeiro também deve participar nos esforços para sair da crise. Serão visadas as transações entre bancos, bolsas, sociedades de investimento, companhias de seguro e fundos de investimento.