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Nobel da Literatura atribuído ao chinês Mo Yan

Nobel da Literatura atribuído ao chinês Mo Yan
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O chinês Mo Yan, contemplado hoje com o Nobel da Literatura, tem entre os seus escritores preferidos William Faulkner, Gabriel Garcia Marquez, Oe Kenzaburo e Rabelais.

Nascido em 1956, Mo Yan é um dos escritores chineses contemporâneos mais publicados fora da China.

Mo Yan (pseudónimo literário de Guan Moye) nasceu no seio de uma família pobre e foi forçado a abandonar a escola primária durante a Revolução Cultural.

A sua primeira obra literária, um conto que começou a escrever enquanto ainda era soldado, foi publicada em 1981.

“Acho que a razão pela qual foi escolhido, é o facto de as suas obras abrangerem uma grande variedade de temas. Ao ler os seus livros experimentamos muitos dos pensamentos e dos sentimentos que o autor tem pela história”, disse uma universitária de Pequim.

Segundo os críticos, os romances de Mo Yan estão enraizados na China rural, mas revelam também influências do “realismo mágico” e outras correntes ocidentais.

“As palavras Mo Yan significam “não fales” e são um retrato muito realista da atual situação política na China. Com este prémio o povo chinês vai aperceber-se que nos podemos tornar cúmplices de um governo autoritário. Desde que se contribua o suficiente para a literatura, existe a hipótese de ganhar o mais prestigioso galardão internacional. Moral e politicamente, isso terá consequências devastadoras”, disse um crítico literário chinês.

Em 1987 publicou “Red Sorghum”, um romance de grande sucesso adaptado ao cinema por Zhang Yimou. No ano seguinte, o filme ganhou o Urso de Ouro do Festival Internacional de Berlim.