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Obama contra-ataca

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Barack Obama “renasce das cinzas” do primeiro debate, depois de um segundo frente a frente, esta noite, onde o candidato democrata não voltou a cair no erro de evitar as críticas e réplicas ao programa e afirmações de Romney.

A prová-lo, a evocação do tema da imigração e das propostas económicas do republicano, assim como a “gaffe” dos 47%, logo nos primeiros minutos do debate.

“Eu acredito que o governador Romney é um homem bom, que ama a sua família e a sua fé, mas também acredito que, quando disse à porta fechada que 47% das pessoas deste país se consideravam vítimas e que rejeitavam as suas responsabilidades, é importante lembrar que estava a falar das pessoas mais carenciadas deste país”, afirmou Obama.

Romney, por seu lado, tentou afastar as críticas à falta de detalhes sobre o seu programa económico, garantindo:

“Porque é que vou baixar os impostos para a classe média? Porque durante os últimos quatro anos viram-se totalmente enterrados. E não vou, sob quaisquer circunstâncias reduzir a parte que é paga pelos contribuintes com mais rendimentos, e não vou sob quaisquer circunstâncias, aumentar os impostos para a classe média”.

Face a um rival ofensivo, Romney foi forçado a jogar à defesa, voltando a criticar o legado económico do presidente.

Mas, foi no tema da política externa e da segurança nacional que Obama ganhou mais pontos, ao evocar o ataque mortal contra o embaixador americano em Bengasi, na Líbia.

“Eu sou o presidente e sou o máximo responsável. E não há ninguém mais interessado do que eu em descobrir exatamente o que se passou. No dia após o ataque, fui ao Rose Garden para dizer ao povo americano e ao mundo que vamos apurar o que se passou e que este foi um ato de terror. Disse também que vou ‘caçar’ aqueles que cometeram este crime”.

Romney tentou insistir sobre o tema, face a um Obama impassível: “O senhor disse no Rose Garden, no dia após o ataque, que se tratou de um ato de terror. Não foi uma afirmação espontânea? Foi isso que disse? Eu quero garantir que essa afirmação fica registada, porque o senhor esperou 14 dias antes de qualificar o ataque em Bengasi como um ato de terror?”.

“Leia a transcrição do discurso”, responde Obama antes da moderadora Candy Crowley (a primeira mulher jornalista a moderar um debate presidencial nos últimos 20 anos) intervir para dar razão ao presidente.

O candidato democrata não hesitou em acusar o rival de, “transformar uma questão de segurança nacional num tema político”, antes de classificar o programa do republicano como mais conservador do que o de George Bush.

Obama recupera assim de uma primeira prestação que, vista à distância, se assemelha mais a uma estratégia do que a um erro e parte com vantagem para o próximo debate dedicado exclusivamente à política externa.

Round 2 by Etienne Barthomeuf ©