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Geólogos italianos levam seis anos de prisão

Geólogos italianos levam seis anos de prisão
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Seis anos de prisão, a pena para os sete geólogos italianos acusados de homicídio involuntário por terem subestimado os riscos do sismo que abalou a cidade italiana de Aquila, em 2009.

O ministério Público pediu pena de cadeia para os cientistas, por terem fornecido «informações demasiado tranquilizadoras à população, que poderia ter-se protegido se tivesse sido corretamente informada».

O advogado de defesa critica a sentença e afirma que a sentença não faz sentido “e continuo a defender que não existem elementos de responsabilidade”.

Segundo o procurador Fabio Picuti, a 31 de março de 2009, seis dias antes do sismo que causou 309 mortos na região, estavam reunidos «grandes riscos» mas os geólogos transmitiram «informações banais e inúteis».

Do lado dos acusados Bernardo de Bernardinis explica que não podia ter feito mais do que fez dadas as informações vindas da proteção civil. Segundo a sua interpretação fez o que tinha a fazer.

Para os familiares da vítimas é um passo importante para que enfim as instituições e as pessoas que as dirigem passem a assumir as suas responsabilidades.

Mais de cinco mil cientistas enviaram uma carta aberta ao Presidente da República onde reafirmaram a impossibilidade de previsão de um sismo desta dimensão.