A Rússia começou a elaborar uma lista negra de páginas web, aplicando uma polémica lei que permite bloquear o acesso a determinados “sites”, vista pelos críticos como uma tentativa de censura da Internet.
Oficialmente, o texto aprovado em Junho pretende combater a pornografia infantil, a promoção de drogas e o incitamento ao ódio étnico ou religioso.
O diretor da agência russa de vigilância dos media, Roskomnadzor, defende que “é possível reagir de forma adequada, sem bloquear os principais recursos. As informações que circularam sobre o possível bloqueio do Youtube não são verdadeiras. O trabalho será seletivo”.
Para já, as autoridades só anunciaram o bloqueio de seis “sites” de pornografia infantil. Mas a lei permite bloquear páginas consideradas “extremistas” pela Justiça russa.
O “site” Wikipedia ou o motor de busca russo Yandex já protestaram e várias ONGs denunciam um ato de censura do Kremlin.
O líder do Movimento russo pelos Direitos Humanos, Lev Ponomaryov, afirma que “é a garantia legal de um regime repressivo, com leis contra a oposição e os jornalistas”.
Os opositores lembram o papel chave da Internet – que classificam de única forma de expressão completamente livre na Rússia – nos protestos sem precedentes contra os resultados das legislativas de Dezembro.


