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Falta de alimentos ameaça um milhão de haitianos

Falta de alimentos ameaça um milhão de haitianos
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Continua por apurar o impacto real da passagem do furacão “Sandy” pelo Haiti, mas nesta altura estima-se que cerca de um milhão de pessoas esteja ameaçada com a falta de alimentos.

Contam-se mais de 50 mortos, a par dos efeitos devastadores na agricultura, com plantações completamente arruinadas pela força dos ventos e a fúria da água.

“Depois da passagem do furacão Sandy perdemos tudo. As nossas plantações, os nossos animais, e alguns de nós as próprias casas. Algumas pessoas também desapareceram com a força das águas. Mas estamos a tentar replantar o arroz que nos resta, embora sem expectativas em relação à próxima colheita, porque se avizinham mais tempestades”, lamenta Martin Yvener, agricultor.

O primeiro-ministro haitiano apelou à solidariedade internacional. Países como a Venezuela, México e França ofereceram ajuda à nação empobrecida, já castigada com o violento sismo de 2010.

A escalada dos preços dos bens alimentares é uma ameaça sempre presente, como explica Carline Joseph, comerciante: “Um copo de arroz custa 150 gourdes haitianos, 2.78 euros. Costumava ser vendida a 100 gourdes, 1.85 euros. Não podemos ir a outra cidade para comprar arroz. Pedimos ajuda para a redução dos preços.”

Os mais de três dias de chuvas intensas deixaram estradas e pontes danificadas, provocando também deslizamentos de terras.

O ministro da Saúde alertou para o aumento dos casos de cólera.

O furacão “Sandy” também destruiu plantações de bananas na Jamaica e dizimou colheitas de café em Cuba.

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