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HSBC anuncia acordo com Estados Unidos

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HSBC anuncia acordo com Estados Unidos

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Com um dia de intervalo, dois bancos britânicos anunciaram um acordo com as autoridades dos Estados Unidos.

Esta terça-feira, o HSBC concordou pagar uma multa milionária e recorde para encerrar os processos judiciais que envolviam lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.

A Standard Chartered Bank tinha-se já resignado a fazer o mesmo.

Em julho, um relatório do Senado americano, destacava as “graves deficiências” no combate à lavagem de dinheiro por parte do HSBC.

Os responsáveis do banco reconheceram as falhas e apresentaram um pedido de desculpas frente a uma comissão de inquérito da Câmara Alta.

Mas, em agosto o Departamento dos Serviços Financeiros de Nova York, acusou o banco de “deixar o sistema norte-americano vulnerável a terroristas, traficantes de armas, de drogas e regimes corruptos”.

O HSBC aceitou 12 mil milhões de euros provenientes de acordos, que implicam o branqueamento de capitais, com o Irão.

A Standard Chartered Bank é acusada de fazer o mesmo com o Irão, Líbia, Sudão e Birmânia, entre outros países, representando 192 mil milhões de euros.

Entre 2009 e 2011 o HSBC promete aumentar o financiamento e o pessoal dedicado aos instrumentos internos antilavagem de dinheiro e fazer uma rutura nas atividade duvidosas para evitar novas e pesadas multas.

Francis Lun, Diretor da Lyncean Holding, explica:

“É uma quantia bastante alta. Isso significa que a HSBC está a abdicar de um quarto do lucro, por isso vai ter de cortar dividendos e custos para recuperá-lo, mas isso não inviabiliza o banco e esse é o ponto mais importante.”

O Standard Chartered Bank escapa à proibição de operar em Nova Iorque, apesar das autoridades continuarem a vigiá-lo. Mas significará isso o fim dos problemas para a instituição bancária?

“Penso que enquanto nos mantivermos nas questões fiscais é pagável. Mas o que será menos fácil é recuperar a reputação, isso vai levar algum tempo”, afirma o analista Alastair Mccaig.

Neste tipo de regulamentação, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos reserva-se ao direito de prosseguir um processo penal em caso de novo delito.