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EUA: emergem novos detalhes na matança de Newtown

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EUA: emergem novos detalhes na matança de Newtown

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Os Estados Unidos aprendem, pouco a pouco, detalhes do crime macabro na escola primária de Sandy Hook, em Newtown, no Connecticut.

As 26 vítimas do atirador solitário foram identificadas este sábado: doze raparigas e seis rapazes, todos com 6 ou 7 anos de idade, e seis mulheres adultas.

A Casa Branca informou que o presidente Barack Obama vai hoje a Newtown para se encontrar com as famílias das vítimas e falar numa vigília prevista para o fim da tarde.

O chefe médico legista Wayne Carver – que efetuou ele próprio sete exames – explicou que todos os corpos apresentavam múltiplos disparos, chegando num dos casos a 11 impactos de bala. Carver explicou que a arma usada era uma semi-automática e que, em mais de 30 anos de carreira, é “a pior coisa” que viu e “será talvez o pior que viram os [seus] colegas”.

Entre as vítimas adultas, várias das quais morreram a tentar proteger as crianças, encontra-se a diretora da escola primária, duas professoras e a psicóloga escolar.

A superintendente das escolas de Newtown, Janet Robinson, explicou que “a diretora correu na direção do atirador, para proteger os alunos, tal como fez a psicóloga da escola. Uma professora ajudou outros a saírem por uma janela. Estas pessoas fizeram coisas incríveis”.

Ex-colegas do atirador, identificado como Adam Lanza, de 20 anos, descrevem-no como tímido, solitário e inteligente.

Segundo as autoridades, as buscas na casa onde vivia com a mãe – abatida antes do massacre -, permitiram recolher elementos que poderão ajudar a explicar o crime. Nancy Lanza possuía duas pistolas e uma arma semi-automática, possivelmente usadas no tiroteio.