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Violência abala segundo aniversário da revolução egípcia

Violência abala segundo aniversário da revolução egípcia
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A chamada “primavera árabe” está longe de ser festejada pela oposição laica no Egito.

Dois anos após a queda do regime de Hosni Mubarak, o aniversário da revolução foi marcado por protestos violentos que provocaram mais de 250 feridos em todo o país.

Os manifestantes atacaram-se aos símbolos do governo e do partido islamita do presidente Mohamed Morsi.

Pelo menos uma delegação da irmandade muçulmana foi incendiada e saqueada por manifestantes, em Ismailia, no canal do Suez.

As autoridades atribuem os atos de vandalismo a grupos violentos ligados a claques de clubes de futebol, que interromperam também a circulação do metro no Cairo.

Em Suez, um tiroteio durante um protesto provocou pelo menos seis mortos e duas dezenas de feridos.

Durante todo o dia, milhares de pessoas concentraram-se na praça Tahrir, no Cairo, assim como no centro de Alexandria e de outras grandes cidades do país, convocadas pela oposição laica e liberal reunida na Frente de Salvação Nacional.

Dois anos após a queda de Hosni Mubarak, a oposição acusa o governo de Mohamed Morsi de ter “sequestrado a revolução”, depois da aprovação, por referendo, da nova constituição do país, inspirada na “charia”, a lei islâmica.

Em Sharqia, terra natal do presidente Morsi, centenas de manifestantes incendiaram pneus e bloquearam estradas, frente à sede do partido da irmandade muçulmana.

A formação islamita, que apelou aos seus partidários para que não descessem às ruas, assinalou o aniversário com uma campanha caritativa dirigida aos mais desfavorecidos.