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Tropas conjuntas na iminência de tomar

Tropas conjuntas na iminência de tomar
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Tombuctu

As forças conjuntas francesas e malianas já estão às portas de Tombuctu, a cidade histórica ocupada pelos islamitas radicais do Ansar Dine, em abril do ano passado.

Tem sido muito rápido o avanço do resgate militar do norte do Mali, que, duas semanas após ter arrancado, já tem como bandeira a reconquista da cidade de Gao, este sábado.

Tudo indica que as tropas conjuntas não encontraram resistência no caminho para Tombuctu, sugerindo que grande parte dos fundamentalistas já procurou refúgio nos territórios mais desérticos. Aqui a intervenção é mais delicada, numa localidade repleta de património mundial da Unesco, que tem sido sucessivamente destruído.

Uma habitante dos arredores explicava que, sob o domínio dos islamitas radicais, “as mulheres tinham de estar tapadas da cabeça aos pés, caso contrário eram agredidas e ameaçadas.”

O papel dos países africanos foi, mais uma vez, questionado. Em Adis Abeba, a capital da Etiópia, o presidente do Benim, Boni Yayi, ainda à frente da União Africana, lamentou a lenta capacidade de resposta num continente que continua a depender de intervenções militares externas.