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Estado de emergência no Egito ao quinto dia consecutivo de protestos violentos

Estado de emergência no Egito ao quinto dia consecutivo de protestos violentos
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O quinto dia consecutivo de protestos e confrontos violentos no Egito provocou um quadragésimo sétimo morto, desta feita na capital.

Dezenas de militantes da oposição voltaram a enfrentar-se à polícia na ponte de acesso à praça Tahrir, bloqueada desde ontem.

Pelo menos um manifestante terá sido morto durante os confrontos desta manhã, quando a oposição convocou, para sexta-feira, um novo protesto contra o presidente Mohamed Morsi.

Um manifestante afirma: “Não é o presidente quem toma as decisões, mas o guia supremo da irmandade muçulmana. O presidente não tem qualquer voto na matéria”.

Desde o aniversário da queda de Hosni Mubarak, na sexta-feira, que os ânimos voltaram a exaltar-se, provocando mais de quatro dezenas de mortos e centenas de feridos.

Uma situação que obrigou, ontem, o presidente a decretar o estado de emergência, durante 30 dias, nas três cidades mais afetadas pelo violência: Suez, Port-Said e Ismalaia. O governo egípcio aprovou hoje um projeto lei que autoriza o exército a regressar às ruas para manter a ordem.

Uma decisão desafiada pela oposição que voltou a sair às ruas, rejeitando em bloco um novo convite para negociações do presidente.

Em Port-Said prosseguem os funerais dos ativistas mortos durante o fim de semana quando protestavam contra a condenação à pena de morte de vários apoiantes do clube de futebol local, acusados de envolvimento no incidente que provocou vários mortos no estádio da cidade no ano passado.

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