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Relatório da ONU qualifica colonização israelita como crime de guerra

Relatório da ONU qualifica colonização israelita como crime de guerra
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A política de colonização israelita pode ser considerada um crime de guerra sob a jurisdição do Tribunal Penal Internacional. Esta é uma das conclusões de um inquérito da ONU sobre o impacto dos colonatos israelitas nos territórios palestinianos.

Num relatório apresentado hoje, a Comissão dos Direitos Humanos da ONU apela a Israel que suspenda a expansão dos colonatos e retire os cidadãos israelitas dos territórios ocupados.

“É a primeira vez que se realiza um relatório tão exaustivo sobre a questão dos colonatos. Se a nível internacional, o governo israelita sempre defendeu estas colónias de forma direita ou indireta, na prática, é responsável pelo planeamento e construção destes colonatos”, lembrou a juíza francesa Christine Chanet, uma das redatoras do relatório.

Israel reagiu à publicação do documento, considerando o relatório, “infeliz e contraditório”, defendendo um processo negocial sobre o tema, “sem condições prévias”.

Aquando do reconhecimento do estado palestiniano (“estado observador”) na ONU, no ano passado, a Autoridade Palestiniana tinha afastado a possibilidade de pedir a adesão do território ao Tribunal Penal Internacional.

As conclusões do relatório, apresentado hoje, poderiam abrir a porta a uma queixa oficial contra Israel por “crimes de guerra”.

O documento sublinha que, “as colónias israelitas violam a convenção de Genebra que proíbe a transferência de populações civis para territórios ocupados, o que poderia ser assimilado a um crime de guerra sob a jurisdição do Tribunal Penal Internacional”.