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Saída da luta do programa olímpico gera polémica

Saída da luta do programa olímpico gera polémica
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Em 2020, a luta já não fará parte do programa permanente dos Jogos Olímpicos. O anúncio do Comité Olímpico Internacional (COI) está a provocar uma onda de choque, em especial nos países com mais tradições no desporto.

À parte do atletismo, a luta é a única modalidade que integra os Jogos Olímpicos desde a antiguidade clássica. A proposta de excluir o desporto, após os jogos do Rio em 2016, surpreendeu o presidente da federação de luta japonesa porque “os eventos estiveram repletos de espetadores nos jogos de Londres”, por isso Tomiaki Fukuda não entende “o motivo que leva o COI a considerar deixar cair” o desporto.

O presidente da Federação Portuguesa de Lutas Amadoras considerou a decisão “inesperada e inexplicável”. Já o presidente do Comité Olímpico Internacional estava à espera de “críticas”, independentemente de “qual fosse o desporto a não ser incluído no programa permanente”. Jacques Rogge recordou que o voto “não é uma eliminação da luta dos Jogos Olímpicos”, até porque a “luta fará parte dos jogos do Rio de Janeiro”.

A luta junta-se a outros sete desportos em liça para a única vaga que falta definir para os jogos olímpicos de 2020 que terão 25 modalidades, menos 3 dos que os jogos do Rio de Janeiro em 2016. A decisão final será tomada na reunião executiva do COI, em maio, na cidade de São Petersburgo, na Rússia.