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Riscos de Fukushima abalam plano de retoma do nuclear no Japão

Riscos de Fukushima abalam plano de retoma do nuclear no Japão
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O governo japonês autorizou, pela primeira vez, os jornalistas a acederem à zona de descontaminação da central de Fukushima.

Um gesto que coincide com a divulgação de um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), que alerta para o aumento do risco de cancro entre a população que residia na área mais próxima do acidente nuclear de há dois anos. Segundo o estudo da OMS, o risco de cancro da tiróide aumentou em 70% entre as crianças do sexo feminino expostas à radiação na zona mais contaminada.

O relatório é criticado tanto por Tóquio, que garante ter deslocado a população na zona desde a primeira hora, como pela Greenpeace.

Para a organização ecologista, o estudo tem por objetivo “proteger os interesses da industria nuclear”, ao excluir os riscos para a população fora do perímetro de segurança de 20 quilómetros.

Para o vice-ministro japonês do ambiente, Shinji Inoue: “temos que mobilizar todos os esforços para diminuir o nível de radiação, o que é uma tarefa tecnicamente bastante difícil. Precisamos de saber com precisão como baixar os níveis de contaminação de forma eficaz”.

Desde o acidente, que mais de 110 mil pessoas foram deslocadas das proximidades da central. As autoridades proibiram igualmente a venda de produtos agrícolas da região.

Tóquio anunciou entretanto, também esta sexta-feira, que pretende lançar um novo plano energético, baseado no nuclear, até ao final do ano, a partir das conclusões de uma comissão que deverá iniciar os seus trabalhos em meados de março.