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Mundo católico aguarda fumo branco

Mundo católico aguarda fumo branco
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Faltam menos de 24 horas para começarem a ecoar na Capela Sistina as discussões dos 115 cardeais de 48 países.

O conclave começa esta terça-feira quando forem três e meia hora de Lisboa. Antes da reunião eclesiástica, crentes e não crentes muito falam sobre quem vai ser o homem causador do fumo branco do conclave, quem vai dirigir uma instituição milenar inundada de problemas.

Uma coisa parece certa, a eleição não deverá demorar tanto como acontecia antes. “Há centenas de anos houve um papa que precisou de três anos para ser eleito e por causa disso os cardeais foram ameaçados com a clausura a pão e água. No entanto, isso hoje já não acontece”, refere a diretora de ‘As Vozes Católicas EUA’, Kim Daniels.

Já há vários dias que os cardeais realizam reuniões preparatórias do conclave, daí que o processo de eleição do Sumo Pontífice seja menos complexo. “Vamos ter um Papa até ao final da semana. Não creio que será um conclave longo e eles estão preparados, sabem o que têm que fazer”, argumenta o porta-voz do Vaticano, Thomas Rosica.

Preparados, mas não com uma solução instantânea. A igreja vive momentos difíceis. “Penso que existe uma maior variedade de pessoas jovens e acho que temos mais tempo para discutir os diferentes aspetos das necessidades da Igreja e em todo o lado do mundo”, confessa o cardeal Wilfrid Fox Napier, arcebispo de Durban.

Nunca na história da igreja católica um homem conseguiu dois terços dos votos necessários na primeira votação. Os últimos 9 conclaves duraram em média de três dias. Nenhum ultrapassou os 5.