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Fumo negro no primeiro dia do Conclave

Fumo negro no primeiro dia do Conclave
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O primeiro dia do Conclave papal terminou com fumo negro. O resultado era já esperado. A primeira votação não permitiu eleger um sucessor para Bento XVI. Os 115 cardeais eleitores terão de regressar à Capela Sistina esta quarta-feira. Durante o dia estão previstas mais quatro rondas de voto, duas de manhã e duas à tarde. Mas o fumo branco pode sair pela chaminé da Capela Sistina logo pela manhã. Uma situação que também seria inesperada.

A única votação deste primeiro dia foi inconclusiva mas terá sido certamente bastante útil. As primeiras tendências foram definidas e começaram a ser eliminados os primeiros nomes, alguns porventura dados mesmo como favoritos. Ninguém espera que este Conclave se estenda além desta semana. Bento XVI por exemplo foi nomeado após sufrágios. E desde o início do século XX que nenhum Conclave dura mais de 5 dias.

Antes dos cardeais eleitores terem sido encerrados no templo que também é famoso pelos frescos de Miguelângelo, vários nomes eram apontados como favoritos, nomeadamente o do italiano Angelo Scola, o do canadiano Marc Ouellet ou o do brasileiro Odilo Scherer. Mas reza a tradição que “quem entra no conclave papa, sai cardeal”. A idade pode ser um fator de peso na escolha dos príncipes da Igreja. Joseph Ratzinger tinha 78 anos quando foi eleito em 2005 e este ano renunciou, também, por que lhe começaram a faltar forças. De sublinhar que a resignação precedente de um Papa datava de 1415.

A origem geográfica pode ser outro dos fatores de escolha. A eleição de um Papa não-europeu seria uma novidade. O último, proveniente do Médio Oriente, governou a Igreja Católica há mais de mil anos. Finalmente, há também a questão do conhecimento da Cúria Romana, ou seja, das engrenagens do governo da Santa Sé. Contudo, como é evidente, a igreja sublinha que o mais importante é a devoção do próximo eleito e a ajuda de Deus na escolha do homem que terá de assumir esta carga divina.

Enquanto decorrer o conclave os 115 cardeais ficam alojados na Casa de Santa Marta, no Vaticano, e estão proibidos de contactos com o mundo exterior.