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Kremlin denuncia resgate "soviético" no Chipre

Kremlin denuncia resgate "soviético" no Chipre
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As autoridades russas reagiram energicamente ao plano de resgate do Chipre. Para o presidente Putin a tributação dos depósitos bancários é uma ideia “injusta, não-profissional e perigosa” se for adotada. E o primeiro-ministro Dmitry Medvedev recordou práticas de outros tempos:

“Sejamos claros: isto assemelha-se a uma confiscação do dinheiro das pessoas. Não sei quem foi o autor desta ideia, mas é o que parece. Infelizmente estamos familiarizados com estas práticas dos tempos soviéticos.”

A agência Moody’s estima que os depósitos de empresas e de bancos russos na ilha ultrapassam os 30 mil milhões de euros. O que leva um banqueiro a considerar a medida “demasiado agressiva” e “bastante hostil”.

Mas não são apenas os grandes financeiros que depositaram dinheiro em Chipre. Muitos pequenos aforradores também foram atraídos pela praça financeira:

“Quando ouvi esta notícia, a minha primeira reação foi: Meu Deus, eu tenho lá dinheiro. Fiquei mesmo muito assustada” – afirma uma cidadã russa.

Moscovo e Nicósia estão em conversações para reestruturar um empréstimo russo de 2,5 mil milhões de euros, mas se a atual taxa bancária for votada, o Kremlin poderá pôr termo às discussões.