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Pequenos agricultores pedem para não serem esquecidos na reforma da PAC

Pequenos agricultores pedem para não serem esquecidos na reforma da PAC
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“Os ministros da Agricultura europeus reúnem-se em Bruxelas para discutir a reforma da política agrícola comum. O objetivo é ter uma agricultura ambientalmente mais sustentável e uma distribuição mais justa dos subsídios. Estes têm sido entregues, sobretudo, aos grandes agricultores e até a entidades não produtivas como bancos. A euronews conversou com um pequeno agricultor na Bélgica”, refere a correspondente da euronews. Margherita Sforza, que foi até uma pequena exploração de produtos orgânicos em Grosége.

Tal como muitos pequenos agricultores, Daniel Dubois gostaria que as verbas fossem entregues a quem verdadeiramente vive da terra.

“O problema não está na dimensão da exploração agrícola, seja ela qual for, mas no facto dos subsídios terem sido distribuídos a muitas entidades com atividade relacionadas com a produção agrícola, mas que não são necessariamente agricultores”, explica o produtor de leite e carne.

Um dos exemplos muitas vezes comentado é o de campos de golfe, mas também de grandes industriais do ramo agro-alimentar que têm práticas menos respeitadoras do meio-ambiente.

A reforma prevê agora uma maior rotação das culturas e pelos menos 7% dos terrenos para pousio.

O tecto máximo de subsídio proposto é 300 mil euros, mas as associações de pequenos agricultores gostariam que o valor fosse mais baixo, para permitir abranger mais unidades de tipo familiar.

“Os cidadãos devem interrogar-se sobre quem beneficia das contribuições para a agricultura. Os industriais arranjam outras formas de serem remunerados, pelo que os subsídios agrícolas devem ir para quem realmente produz”, refere Daniel Dubois.

Depois dos ministros chegarem a acordo, vão negociar a reforma com os eurodeputados e com a Comissão Europeia, que também têm propostas próprias. O consenso deverá ser obtido até final de Junho.