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Banqueiros reconhecem golpe na confiança dos clientes

Banqueiros reconhecem golpe na confiança dos clientes
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“Em quem confia quando se trata do seu dinheiro? Até à semana passada diria naturalmente que confiava nos bancos, mas agora foi criado um precedente assustador. Em tempos difícies, o seu dinheiro poderá ficar em risco. O Chipre pode ter votado contra um ataque às poupanças, mas o facto é que houve uma quebra de confiança nos bancos. O que vão fazer os banqueiros europeus de agora em diante?”, pergunta o jornalista da euronews Chris Cummings.

A questão foi debatida pela Federação Europeia de Bancos, em Bruxelas, e vários participantes reconheceram que a crise financeira dispensava mais este golpe.

“Existe um Sistema de Garantia de Depósitos na UE. A decisão de não respeitar essa farantia foi absolutamente terrível, porque sempre que uma jurisdição não cumpre as suas próprias regras, a confiança desaparece”, explicou Thierry Philipponnat, secretário-geral da organização não governamental Finance Watch.

“O setor bancário na Europa tem agora o dobro do capital que tinha antes da crise. Penso que estamos numa situação mais robusta e que vai ainda fortalecer-se no futuro. Os aforradores podem ficar descansados porque terão o seu dinheiro disponível quando forem ao banco”, diz, por seu lado, Christian Clausen, director executivo do grupo financeiro Nordea.

“Os bancos têm a obrigação de fazer o máximo para restaurar o clima de confiança. Trata-se de uma relação de negócios entre duas partes e a confiança é absolutamente essencial. Penso que vai ser um processo lento, mas não podemos deixar de fazer esse trabalho”, afirma Pat McArdle, um dos directores da Federação Europeia de Bancos.

O Banco Central Europeu já garantiu, entretanto, que vai continuar a
dar apoio financeiro aos bancos cipriotas, o que permitirá a todas as partes ganhar algum tempo para procurar uma saída para o impasse.