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Chipre estabelece recorde de transferência de dinheiro vivo da história do euro

Chipre estabelece recorde de transferência de dinheiro vivo da história do euro
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O resgate de Chipre entra na história por ter provocado a maior transferência de dinheiro vivo desde que o euro entrou em circulação no dia 1 de janeiro de 2002.

5000 milhões de euros em notas começaram a ser distribuídos pelas agências para dar alguma liquidez à economia, depois de quase duas semanas com os bancos encerrados.

Fortes medidas de segurança rodearam o transporte, uma operação que o Banco Central Europeu quis manter secreta, mas que não escapou ao olhar dos meios de comunicação.

As notas saídas dos cofres do BCE, em Frankfurt, chegaram quarta-feira à noite ao porto de Larnaca. O contentor multimilionário seguiu depois sob escolta até ao Banco Central de Chipre, onde o dinheiro foi dividido para distribuição pelas dependências bancárias.

Apesar das restrições aos levantamentos, os bancos esperam uma grande afluência de clientes nos próximos dias.

O resgate aos bancos de Chipre


  • O resgate vai implicar uma reestruturação importante do setor bancário de Chipre.

  • O segundo maior banco do país, o Laiki, vai ser dividido em dois – com uma nova instituição a ficar com os “ativos tóxicos” – e, de seguida, desmantelado.

  • Os depósitos inferiores a 100 mil euros, que estão garantidos pelas leis europeias, vão ser transferidos para o Banco de Chipre, o maior do país.

  • Os depósitos superiores a 100 mil euros, que não estão garantidos, vão ser transferidos para a instituição criada para absorver os ‘ativos tóxicos’, com perdas significativas para depositantes e acionistas em resultado do processo de liquidação do banco Laiki.

  • Os depósitos na instituição que vai gerir a massa falida – e os superiores a 100 mil euros no Banco de Chipre – vão ser congelados e utilizados para pagar as dívidas do Laiki e para recapitalizar o Banco de Chipre. As perdas para estes depositantes podem atingir os 40%, segundo algumas fontes.


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