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Birmânia vive "revolução de papel"

Birmânia vive "revolução de papel"
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Há muito que Myanmar, ou Birmânia, aguardava por esta revolução. Há 49 anos, precisamente, que a subida ao poder do regime militar ditou o fim da circulação de jornais privados. Décadas de torturas a jornalistas, censura, escutas, deram lugar a uma “revolução de papel” integrada num vasto programa de reformas. Quatro novos jornais birmaneses nasceram esta segunda-feira e estão previstos mais doze.

Os cerca de 60 milhões de birmaneses passam a ter outras opções. E mesmo que os novos órgãos de comunicação sejam duas vezes mais caros do que os jornais oficiais do governo, o importante é que serão, à partida, como explicava um taxista de Rangun, “mais abertos, e isso é positivo”.

No final deste mês, prevê-se que arranque a distribuição do jornal da Liga Nacional para a Democracia, o partido de Aung San Suu Kyi.