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Coreia do Norte reativa reator nuclear desativado

Coreia do Norte reativa reator nuclear desativado
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Enquanto as ameaças e a tensão aumentam na península coreana, Pyongyang continua a fazer uma agressiva propaganda. O jovem líder, Kim Jong Un, está decidido a mostrar à população e às tropas que apesar de ser um jovem recém-nomeado general de 28 anos, é suficientemente forte para governar o país. Para ele, mostrar autoridade depois da sucessão é crucial.

A Coreia do Norte declarou-se, unilateralmente, em estado de guerra e disposta a atacar. Se, politicamente se pode duvidar da credibilidade das ameaças, tecnicamente tudo é possível, pois o país acumula e desenvolve mísseis desde a década de 70.

Partindo da tecnologia dos scuds, o regime construiu vários tipos de mísseis de médio e longo alcance: o Nodong, o Taepodong 1, o Musudan e o Taepodong 2, que segundo os especialistas podem percorrer até seis mil quilómetros de distância e por isso, cairem em solo americano. O musudan, por sua vez, tem como alvo Okinawa e outras bases norte-americanas no Pacífico.

Em teoria, Pyongyang representa uma ameaça, mas ao que parece alguns desses mísseis não foram testados e outros que foram, revelaram-se um fracasso. Foi o caso o caso do Taepodong 2. Desconhece-se se o Musudan foi testado ou não.

Mesmo que o arsenal seja impossível de quantificar com precisão, deve englobar mil mísseis de todo o tipo de alcance.

Ainda mais enigmática é a capacidade nuclear norte-acoreana. Kin Jong Un acaba de anunciar a reabertura da central de Yongbyon, encerrada em 2007. Os especialistas internacionais acham que há mais duas centrais: numa delas foi feito o teste nuclear do passado mês de fevereiro, mas ninguém sabe o que lá está dentro.

No entanto, o teste nuclear de fevereiro, o terceiro desde 2006, preocupou os observadores internacionais, por causa da sua potência e por marcar um salto qualitativo: Pyongyang pode ter conseguido incorporar uma miniatura de ogiva nuclear no foguete, o avanço tecnológico para chegar â bomba nuclear mais temido pelo Ocidente.

Outra incógnita, com poucos hipóteses de ser esclarecida, pois Pyongyang nega o acesso a inspetores estrangeiros às suas instalações, é se utilizou urânio ou plutónio.

Os esforços empregues pelos serviços de informção internacionais não serviram ainda para determinar o que está por trás destas provocações e demonstrações de força deste obscuro regime.