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UE perde batalha da energia renovável para China

UE perde batalha da energia renovável para China
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Envolvida numa batalha comercial com a China sobre painéis solares, a UE está em risco de perder a guerra da competitividade energética.
De acordo com um relatório do Banco Mundial, divulgado esta semana, a China já é líder no recurso às energias renováveis​​,

Numa conferência sobre política ambiental e energética europeia, em Bruxelas, o ambientalista da organização não governamental WWF, Jason Anderson, explicou que “temos de fazer mais poupança energética e aumentar a quota de energia renovável. Aumentaremos os empregos nesta área, que já é um milhão, mas pode chegar aos 2,5 milhões nos próximos 10 anos”.

“Podemos contribuir para a competitividade se criarmos na Europa indústrias nas quais já tem um grande papel, não apenas o fabrico de equipamentos de energia renovável, mas também a instalação e manutenção, toda a cadeia de valor”, acrescentou Anderson.

O Banco Mundial recomenda que a quota de energias renováveis ​​aumente dos atuais 18% para 36%, até 2030.

A UE, que importa metade da energia consumida, ainda é muito dependente dos combustíveis fósseis, como petróleo e carvão, explicou o orador do setor de produção de energia, Dick Benschop, executivo da Shell.

“Temos de ser mais eficientes, consumir menos e aumentar a quota de energias renováveis, focando na inovação. E temos de usar mais gás e menos carvão, porque o gás vai permitir reduzir para metade as emissões de gases com efeito de estufa”, referiu Benschop.

A UE lidera as negociações por um novo acordo mundial para reduzir as emissões destes gases responsáveis ​​pelo aquecimento global, que substitua o Protocolo de Quioto em 2015.

EUA e China respondem por cerca de 40% do consumo primário de energia no mundo. Já o grupo dos 20 mais consumidores respondem por 80% do consumo primário global.

uma coalizão global de governos, setor privado, sociedade civil e organizações internacionais, visa a conseguir isso dobrando o volume de energia renovável na mescla global de energia, passando da parcela atual de 18% para 36% até 2030.