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Eurodeputados querem manter intacto pacote para os mais carenciados

Eurodeputados querem manter intacto pacote para os mais carenciados
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A solidariedade quer continuar a chegar à mesa dos mais vulneráveis. O Parlamento Europeu reunido hoje, em Estrasburgo, pronunciou-se a favor da manutenção de um pacote de 3,5 mil milhões de euros para os mais carenciados, contra o corte de mil milhões de euros proposto pela Comissão Europeia. No entanto, o voto final foi adiado para permitir a continuação das negociações entre os 27 estados-membros.

O Fundo de Auxílio Europeu às Pessoas Mais Carenciadas (para o período 2014-2020) substitui o antigo Programa Comunitário de Ajuda Alimentar que se baseava no escoamento dos excedentes agrícolas da Política Agrícola Comum.

A maioria dos eurodeputados quer que a participação no fundo seja obrigatória, mas que tenha em conta os países mais afetados pela crise. A eurodeputada Emer Costello explica: “Em princípio, os estados-membros vão ter de financiar 15 por cento, mas no caso dos países que estão em dificuldade e que recebem ajuda europeia como a Grécia, Portugal e o meu próprio país, a Irlanda, a contribuição poderá ser de 5 por cento e o fundo de auxílio europeu poderá cobrir 95 por cento”.

O novo fundo pretende alargar a ajuda para lá da entrega de alimentos. No ano passado, cerca de 120 milhões de pessoas, 24 por cento da população europeia, encontravam-se ameaçadas pela pobreza ou pela exclusão social, de acordo com o eurostat.