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Turquia proíbe greves e protestos e adverte UE para consequências de possíveis sanções

Turquia proíbe greves e protestos e adverte UE para consequências de possíveis sanções
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A tensão continua a aumentar na Turquia, num momento em que o governo considerou a greve, convocada hoje por vários sindicatos, como “ilegal”, tendo proibido os protestos de rua.

A polícia impediu, em Ancara, que uma manifestação dos sindicatos acedesse à praça Kizilay. As organizações protestam contra a repressão policial que levou mais de 400 pessoas à prisão, só no fim de semana.

“Nós queremos um país mais democrático onde as pessoas se possam exprimir livremente. o Governo não pode manter esta pressão sobre os cidadãos”, afirma o sindicalista Mehmet Ozalp.

Em Istambul, a polícia mantém o bloqueio à praça Taksim e ao parque Gezi, evacuados no sábado à força pelas autoridades,e de onde foram retiradas as tendas e cartazes, considerados igualmente ilegais. Os sindicatos convocaram um protesto para esta tarde na praça Taksim que vai voltar a desafiar o bloqueio da polícia.

Um residente de Istambul afirma, “o parque Gezi representa, antes de mais, um símbolo para a população. Representa a liberdade e a resistência. Encerrar este local não vai mudar nada, as pessoas vão continuar a resistir, pois o povo disse ‘basta’”.

O governo mantém o tom ameaçador. O ministro do Interior afirmou hoje que poderia recorrer ao exército para parar a vaga de protestos, enquanto o ministro turco para a União Europeia advertiu Bruxelas para as consequências de uma eventual suspensão das negociações de adesão, como medida de retaliação.