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Reino Unido quer legalizar tratamento de fertilidade para combater doenças congénitas

Reino Unido quer legalizar tratamento de fertilidade para combater doenças congénitas
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O Reino Unido prepara-se para ser o primeiro país no mundo a autorizar um revolucionário tratamento de fertilidade, com três progenitores, de forma a evitar doenças congénitas incuráveis.

A responsável do governo para as questões médicas defendeu a necessidade de legalizar o tratamento, o mais tardar, dentro de dois anos, depois deste ter sido validado pela autoridade de embriologia britânica.

“Nós não estamos a tentar mudar a fisionomia das pessoas, não vamos tocar no núcleo do ADN que provém dos dois progenitores, que definem o nosso aspeto, a nossa forma de agir e de ser, vamos intervir apenas na mitocôndria, a fonte de energia das células, apenas isso”, explica Sally Davies.

O tratamento, desenvolvido pela universidade de Newcastle, consiste no transplante da mitocôndria, a partir da célula de uma terceira dadora sã. Um método que permitiria evitar as doenças congénitas que afetam cerca de uma em cada 6.500 pessoas, mas que é contestado por algumas vozes como uma forma de “eugenismo”.

“Parece-me que, depois de cruzarmos esta fronteira, vamos inevitavelmente, e passo a passo, aproximando-nos de um futuro que toda a gente quer evitar, de bebés geneticamente modificados fabricados à medida e de um mercado de bebés”, afirma o médico geneticista David King.

Londres espera poder generalizar este tipo de tratamentos em 2015, quando uma nova lei sobre o tema poderia ser apresentada no parlamento até ao final do ano.