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Adeus Margherita

Adeus Margherita
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A astrofísica italiana Margherita Hack morreu no dia 29 de junho, aos 91 anos. A cientista, natural de Florença, tornou-se numa das mais importantes astrofísicas do país, contribuindo para a classificação espectral de muitas estrelas. Foi também a primeira mulher a dirigir um observatório astronómico em Itália. O batismo do asteroide 8558 Hack foi um tributo à cientista, conhecida por dizer o que pensava até em assuntos de sociedade. Vegetariana convicta, Margherita Hack participou ativamente na vida política transalpina. Há dois anos, em entrevista à euronews, analisou com clareza e de forma simples matérias complexas.

Margherita Hack:

“Eu sou ateia no sentido em que não acredito em Deus, nem na vida depois da morte. Acredito que a alma é o nosso cérebro. É impossível de provar cientificamente que Deus existe, ou que Deus não existe. A ideia de Deus não me convence. Prefiro acreditar que existe matéria e que essa matéria tem as propriedades que observamos.”

euronews:

“Podemos tentar uma definição de tempo?”

Margherita Hack:

“Penso que é possível compreender o tempo pelo facto de que tudo muda. Tudo envelhece. Você nasce e depois morre. Os seres vivos, tal como os objetos, se são novos, depois tornam-se velhos. Até as pedras, até o nosso planeta, com 4,5 mil milhões de anos, mudou enormemente. Podemos definir o tempo apenas devido ao facto de que tudo muda.”

Margherita Hack costumava dizer: “Quando morrer, se encontrar Deus, vou dizer-lhe que estava enganada.”