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Guillermo Fariñas critica Cuba na recepção do Prémio Sakharov

Guillermo Fariñas critica Cuba na recepção do Prémio Sakharov
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Três anos depois de ser galardoado, o jornalista e dissidente político cubano Guillermo Fariñas recebeu o Prémio Sakharov, esta quarta-feira, no Parlamento Europeu, na cidade francesa de Estrasburgo.

O vice-presidente do Parlamento Europeu, Giovanni Pitella, realçou que “há diferentes maneiras de lutar pela liberdade. Em muitas ocasiões escolheu a greve de fome como arma para protestar contra a ditadura do seu país. Essa tenacidade quase lhe custou a vida, mas ao mesmo tempo forçou o governo cubano a libertar outros 52 presos políticos”.

Fariñas fez 23 greves de fome ao longo da sua luta pela liberdade de expressão em Cuba, que vive sob o regime autoritário dos irmãos Castro desde os anos 60.

O galardoado beneficiou, no entanto, de uma nova lei, em vigor desde Janeiro, que diminuiu a burocracia para viajar para o estrangeiro.

Em 2010, o diploma foi colocado numa cadeira vazia, mas agora Fariñas pode discursar, explicando que o regime continua o caminho da repressão e falou também com a correspondente da euronews, Sara Blanco.

Face à questão sobre que mudanças são perceptíveis em Cuba, Guillermo Fariñas disse que “mudaram algumas coisas para que tudo possa ficar igual. As leis continuam intactas, a repressão continua a existir e o número de presos políticos em Cuba também permanece como antes. E, sobretudo, continuam os espancamentos nas ruas de Cuba durante manifestações não-violentas”.

O ativista acrescentou que “o regime cubano está a fingir uma mudança, que é cosmética, para conseguir financiamento – para a economia em bancarrota – por parte dos blocos europeu e norte-americano. E também para que o investimento regresse a Cuba porque, face à taxa de desemprego, pode haver a qualquer momento aquilo que chamam, em Espanha e na Europa, de explosão social”.

(veja a entrevista na íntegra em vídeo)