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Luxemburgo: Junker tem "muita" vontade de recandidatar-se

Luxemburgo: Junker tem "muita" vontade de recandidatar-se
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O futuro político do Luxemburgo está agora nas mãos do Grão-Duque, que deve decidir quando dissolve o parlamento e para quando convoca eleições.

Jean-Claude Junker reuniu-se com o Grão-Duque, mas, da conversa, o primeiro-ministro cessante não revelou nada:

“Nunca conto aos outros o que digo ao Grão-Duque. É o que se chama um colóquio singular e eu respeito as regras”, disse Junker, à saída do encontro.

“Em relação às eleições, há uma data ou uma ideia de data?”, insistem os jornalistas. Ao que o primeiro-ministro cessante afirma: “Cabe ao Grão-Duque tomar a decisão.”

Os jornalistas continuam: “A sua carreira política termina aqui ou ainda tem intenção de se candidatar?” Mais uma não resposta de Juncker: “O meu partido reúne-se esta noite; amanhã saberemos mais.”

“Mas tem vontade?”, insiste um jornalista. A resposta é ponderada mas clara: “Muita!”

Depois de quase duas décadas como chefe do governo, Jean-Claude Junker é apreciado pelos luxemburgueses, que não percebem a sua demissão. Nas ruas da capital, um habitante exprime-se: “É uma estupidez… por um ‘escândalo’ que, afinal, todos conheciam. Não vejo porque teria de se demitir. Tem sido um excelente primeiro-ministro há 17 ou 18 anos, fez um excelente trabalho e agora demite-se por uma estupidez.”

Em causa, um escândalo de escutas ilegais e má-gestão financeira dos serviços secretos luxemburgueses. Junker negou estar ao corrento dos delitos, mas reconheceu que errou ao não ter vigiado de perto os serviços.