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Ilibação de Zimmerman provoca debate

Ilibação de Zimmerman provoca debate
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Num país marcado pelo alto índice de mortes violentas de jovens negros, a de Trayvon Martin podia ter sido apenas mais uma morte, mas a determinação dos pais mudou o rumo dos acontecimentos.

Pouco mais de uma semana depois da morte do filho, os pais lançaram uma petição na internet a denunciar a libertação sem processo de George Zimmerman, o vigilante hispânico que matou o jovem afro-americano. Em apenas dois dias, a petição estava assinada por dois milhões de pessoas, e uma vaga de protestos mobilizou gente em todo o país.

A polémica chegou até a Câmara dos Representantes. O democrata Bobby Rush, do Illinois, foi expulso do Congresso por levar um casaco de capuz idêntico ao que o jovem vestia, para explicar que um negro de óculos e capuz não tem, necessariamente de ser um criminoso.

“A discriminação racial tem de parar. Ser é negro e vestir um casaco com capuz não é sinónimo de desprezível”.

O escândalo, centrado na atuação policial a nível local e nacional chegou à Casa Branca, alimentado pela grande quantidade de leis que ampliaram o direito dos proprietários de armas. A legislação de Florida e de outros Estados, protege quem se defender pela força de uma ameaça.

Barack Obama alimentou a polémica:

“A minha principal mensagem é para os pais de Trayvon Martin. Se eu tivesse um filho, seria como Trayvon”

Quando o caso foi a tribunal, a defesa de Zimmerman apresentou o forte argumento da auto-defesa e provas de ferimentos alegadamente causados por Trayvon.

As deliberações duraram mais de 16 horas e o júri, composto por seis mulheres, alcançou o veredito unânime de não culpado.
Antes de qualquer recurso legal, o que continua a incendiar os ânimos é o debate racial, que, nalguns casos, já chegou a extremos.

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