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Capitão do Costa Concórdia propõe acordo para obter pena reduzida

Capitão do Costa Concórdia propõe acordo para obter pena reduzida
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O capitão do navio Costa Concordia está disposto a reconhecer parte das acusações para poder obter uma pena reduzida. A proposta foi apresentada pelos advogados de Francesco Schettino, depois do tribunal de Grossetto, em Itália, retomar o julgamento, interrompido por uma greve de advogados.

Acusado da morte de 32 pessoas e de abandono de navio, o comandante está disposto a reconhecer-se culpado em troca de uma pena máxima de três anos e cinco meses de prisão.

O advogado do capitão, Francesco Pepe, lembra, “o juiz ainda não tomou uma decisão sobre a nossa proposta, apresentada durante as audiências preliminares e que foi renovada hoje”.

O tribunal tinha já rejeitado uma proposta similar em maio, concedendo, no entanto, uma redução de pena a cinco outros arguidos, entre os quais um responsável da companhia de cruzeiros Costa e o timoneiro do navio.

Para o advogado Cesare Bulgheroni, que representa dois sobreviventes gregos e os familiares de uma vítima mortal alemã, “Schettino era apenas o comandante do navio e tenho a certeza que a sua responsabilidade tem de ser partilhada com a companhia, pelo menos com o conselho de administração”.

O julgamento, que deverá prolongar-se durante vários meses, inicia-se mais de ano e meio após o naufrágio do paquete ao largo da ilha italiana de Giglio, onde as autoridades prosseguem os trabalhos para tentar remover o casco do navio.